Draft Review – San Francisco 49ers

 

#30 – Jimmie Ward – S – Northern Illinois

O time de San Francisco começou o draft com um grande número de escolhas e era esperado que tentasse uma troca para selecionar um dos WR de elite do draft. Por isso foi uma surpresa o time se manter na sua escolha original e selecionar o safety Jimmie Ward na primeira rodada. Ward é um jogador versátil que pode atuar como SS, FS ou NB. Ele é muito bom na leitura das jogadas, nos tackles e na cobertura. O atleta de Northern Illinois é um jogador agressivo que foi muito produtivo em um nível mais baixo de competição. As lesões são uma preocupação já que ele não tem o físico ou tamanho ideais para jogar como S na NFL. Ward deve ser o 3º safety do time (posição que tem aumentado de importância em algumas defesas) já que os 49ers contrataram o veterano Antoine Bethea no período de free agency. Além de ter potencial para ser um ótimo jogador de times especiais, deverá brigar por uma vaga de titular em 2015 e pode disputar a vaga de NB titular e/ou ser reserva dos CBs em dia de jogo.

Nota: B+

 

#57  – Carlos Hyde – RB – Ohio State

A seleção de Hyde pode sinalizar o fim de uma era. Frank Gore já está chegando no fim de sua carreira, FA após a temporada, e tem um dos maiores salários entre os RBs da NFL. San Francisco precisa arranjar espaço para renovar o contrato de Colin Kapernick e Gore pode ser uma vítima. O RB mais completo do draft, Hyde pode receber passes, proteger o QB, carregar a bola pelo meio, pelas laterais ou em situações claras de corrida. A minha comparação para seu conjunto de habilidades foi justamente o atual RB titular dos 49ers. Ele teve problemas de excesso de peso e motivação que precisam ser monitorados. Deverá ser o RB #2 do time esse ano e assumir a vaga de Gore em 2015.

Nota: B-

 

#70 – Marcus Martin – C – USC

Entre os três centers de destaque do draft, Martin é aquele que melhor bloqueia para o jogo corrido. O jogador da universidade de USC tem experiência atuando como center e guard, portanto pode jogar nas três posições do interior da linha. Ele é muito inconsistente protegendo o QB e só atuou um ano como center na NCAA. O ideal era que Martin pudesse passar um ano melhorando sua técnica para que fosse o titular em 2015. Porém, a falta de um jogador estabelecido para a posição pode fazer com que ele seja colocado no fogo já no seu primeiro ano. Pode ter problemas em bloquear os DTs mais rápidos ou técnicos da NFL. Como o ataque dos 49ers é baseado em um forte jogo terrestre ele não deverá ser um obstáculo para o sucesso do time.

Nota: B-

 

#77 – Chris Borland – LB – Wisconsin

Borland era o melhor LB do draft na leitura de jogadas do draft de 2014. Um jogador muito esforçado, ele superou suas limitações físicas e completou uma carreira de sucesso na universidade de Wisconsin. A capacidade de antecipar jogadas e boa técnica fizeram com que se destacasse na NCAA. Borland era um líder na defesa e fazia jogadas contra o passe e a corrida. O seu grande obstáculo é limitação física. Com apenas 1,80m de altura e braços curtos, ele está longe do físico ideal para um jogador da posição na NFL. Também não é muito veloz ou fluido nas transições, o que pode ser um grande problema quando estiver na cobertura. Borland dificilmente será titular em sua carreira na NFL. Deve ser um grande jogador de times especiais e LB reserva que só entrará em campo em caso de lesão.

Nota: C+

 

#100 – Brandon Thomas – OG – Clemson

A primeira escolha para o futuro feita pelos 49ers no draft desse ano foi o guard Brandon Thomas. O LT da universidade de Clemson sofreu uma lesão grave no joelho durante exercícios particulares para os Saints e não jogará em 2014. Thomas é um bom atleta com técnica acima da média que foi muito bem como tackle na NCAA. A falta de estatura faz com que as posições de guard ou até de center sejam as ideais para sua carreira na NFL. Ele tem problemas com jogadores mais fortes e precisará aprender a jogar no interior da linha ofensiva. É difícil prever como a lesão no joelho afetará seu futuro. Deve disputar vaga de titular em 2015 mas pode acabar como reserva de várias posições e 6º jogador de linha.

Nota: C+

 

#106 – Bruce Ellington – WR – South Carolina

O armador do time de basquete da universidade de South Carolina e primo do RB Andre Ellington do Arizona Cardinals era segundo melhor jogador especialista no slot do draft de 2014. Bruce Ellington é um jogador muito ágil, retorna chutes, tem boas mãos e consegue jardas depois da recepção. A sua estatura o limita ao slot na NFL mas tem talento para ser um dos melhores jogadores da liga na posição. A contratação de Steve Johnson dificulta muito a chance de conseguir snaps no ataque do time já em seu primeiro ano. Ellington diputará a vaga de retornador principal e deverá brigar pela posição de WR #3 a partir de 2015.

Nota: A

 

#129 – Dontae Jonhson – CB/S – N.C. State

Dontae Jonhson é o CB com melhor combinação de capacidade atlética, força e estatura do draft de 2014. Jonhson se destacou no combine medindo 1,88m, pesando 91Kg e correndo 4,45 no tiro de 40 jardas. Ele é mais atleta do que jogador nesse ponto de sua carreira. Precisa melhorar seu reconhecimento de jogadas, seus tackles e sua agressividade na linha de scrimmage. Provavelmente não verá o campo na defesa em 2014 e pode demorar até dois anos para aprender a jogar como DB.

Nota: B-

 

#150 – Aaron Lynch – OLB – South Florida

Um dos jogadores mais talentosos do draft, Aaron Lynch tem potencial para ser uma estrela. Ele começou sua carreira universitária como um fenômeno em de Notre Dame mas resolveu se transferir para South Florida para ficar mais perto da família. Lynch tem ótima estatura e braços longos, é um bom atleta e mostra habilidade para ser um jogador completo. Motivação é seu grande problema. O esforço nos treinos e jogos foram muito questionados pela NFL e até por seus treinadores universitários. A falta de motivação e profissionalismo põem em dúvida seu futuro na liga.

Nota: A-

 

#170 – Keith Reaser – CB –  Florida Atlantic e #180 – Kenneth Acker – CB – SMU

San Francisco selecionou dois CBs de desenvolvimento com sua escolha de 5ª rodada e a escolha dos Browns de 6ª. Keith Reaser foi o segundo jogador vindo de lesão escolhido pelo time. Segundo Mike Mayock da NFL.com deverá passar o ano na lista de contundidos. Kenneth Acker é um jogador com boa estatura que terá problemas contra recebedores mais fortes e físicos, segundo Nolan Nawrocki analista da NFL.com. Nenhum dos dois deve jogar na defesa nos seus primeiros anos na liga e poderão ter dificuldade de conseguir uma vaga no elenco.

Nota: Incompleto

 

#243 – Kaleb Ramsey – DT/DE – Boston College

Segundo o site da CBSsports.com, Ramsey é um bom atleta com capacidade de se alinhar em várias posições na linha defensiva. Ele tem boa força e é difícil de mover. Seus pontos fracos são: grande número de lesões, dificuldade de se livrar dos bloqueadores e instintos ruins. Deverá ter grande dificuldade para fazer parte do elenco e sua melhor chance deverá ser como parte da equipe de treinamento do time.

Nota: Incompleto

 

#245 – Trey Millard – FB/HB – Oklahoma

A última escolha do 49ers no draft também não deverá contribuir no seu primeiro ano. Millard sofreu uma lesão no joelho na sua última temporada e só deve estar 100% em 2015. Apesar de não ser excepcional em nenhum aspecto, ele é um FB completo: bloqueia para o jogo corrido, recebe passes e corre com a bola. Deve ser um bom jogador de times especiais e brigar pela vaga de FB no elenco do time em 2015.

Nota: C+

 

Melhor UDFA – Shayne Skov – LB – Stanford

Assim como Borland, Skov foi um ótimo LB universitário que dificilmente será mais do que um reserva na NFL. Ele também faz ótima leitura do jogo e mostra antecipação. Sua vantagem sobre o LB de Wisconsin é a estatura e maior segurança nos tackles. O grande histórico de lesões e capacidade atlética abaixo da média fizeram com que não fosse selecionado nas sete rodadas do draft. Sempre terá problemas na cobertura e no máximo será um jogador de duas descidas na defesa. Precisará contribuir nos times especiais para conseguir uma vaga no time.

 

Melhor Escolha: Bruce Ellington

Pior Escolha: Chris Borland

Nota do Draft: B

 

Draft Review – Philadelphia Eagles

 

#26 – Marcus Smith – OLB – Louisville

O time de Philadelphia tinha a escolha #22 da primeira rodada, mas quando chegou a sua vez todos os jogadores seus alvos já tinham sido selecionados. O time então trocou sua escolha com Cleveland e selecionou Marcus Smith. O jogador de Louisville é um bom atleta que se especializa em ir atrás do QB. Ele tem boa técnica e capacidade de fazer a cobertura quando necessário. Porém, Smith precisa ficar mais forte para poder defender a corrida e se manter no campo em todas as descidas. Ele era um dos melhores jogadores disponíveis em uma posição de necessidade do time. Deve começar jogando apenas em situações claras de passe mas com tempo brigará pela o titular da posição.

Nota: C+

 

#42 – Jordan Matthews – WR – Vanderbilt

As saídas de DeSean Jackson e Jason Avant fizeram com que o time dos Eagles ficasse com poucos WR para compor o elenco. Por isso, o GM Howie Roseman selecionou dois jogadores da posição no segundo dia do draft. O primeiro, Jordan Matthews, foi um jogador muito produtivo na universidade que deve ter dificuldade em separar dos CBs da NFL. Um jogador muito dedicado e com bom tamanho ele deve disputar vaga nas laterais do ataque dos Eagles. O sistema de ataque de Chip Kelly pode “forjar” recepções para ele, ou seja, criar situações que ele receba a bola de maneira forçada ou sem cobertura. Por isso, pode ter boas estatísticas já no seu primeiro ano. No entanto, dificilmente será mais do que um jogador mediano durante sua carreira na liga.

Nota: C-

 

#86 – Josh Huff – WR – Oregon

O segundo jogador da posição selecionado pelo time foi escolhido como melhor WR do Senior Bowl. Um jogador que briga por todas as bolas e se dedica no bloqueio, Josh Huff deverá substituir o papel de Jason Avant no elenco dos Eagles. Um jogador confiável em terceiras descidas, que corre boas rotas e é melhor no slot. Assim como Matthews, o WR de Oregon não empolga e deverá ter problemas para bater CB da NFL em marcação homem a homem. Huff deverá ser um ótimo jogador dos times especiais e participar do ataque como WR #4.

Nota: C+

 

#101 – Jaylen Watkins – CB/S – Florida

Outro jogador que se destacou no Senior Bowl, Jaylen Watkins foi o quarto jogador selecionado pelos Eagles que participou do jogo em Mobile. Watkins era o menos badalado dos CBs da universidade da Florida mas foi o único selecionado. Um jogador versátil, Watkins pode jogar como FS ou CB. Ele possui estatura mediana e boa velocidade, joga melhor em zona e precisa ser mais seguro nos tackles. Deve ser reserva no seu primeiro ano e só deve jogar em caso de lesão. Seu maior impacto deve ser nos times especiais.

Nota: C+

 

#141 – Taylor Hart – DE – Oregon

O segundo jogador da universidade de Oregon selecionado pelo time dos Eagles já chega conhecendo como funciona a defesa do time. Hart, um jogador com bom físico e estatura, tem em seu ponto forte a defesa do jogo corrido. Não é muito veloz ou explosivo e não oferece muito como “pass rusher”. Mais um jogador sólido mas que não empolga escolhido pelos Eagles. Conhecer o sistema defensivo é uma grande vantagem para um calouro, por isso Hart não deverá ter problemas para entrar em campo. Ele deve ser reserva no seu primeiro ano mas pode ganhar uma vaga no time titular nas próximas temporadas.

Nota: C

 

#162 – Ed Reynolds – S – Stanford

O safety de Stanford é mais um dos jogadores sólidos, com ótimo caráter e não muito dinâmicos que o time selecionou no draft de 2014. A impressão que fica é que Howie Roseman ficou com muito medo das polêmicas de Riley Cooper e DeSean Jackson e resolveu selecionar apenas “bons-moços” no draft desse ano. Reynolds era o líder da secundária, é bom contra o jogo corrido e seguro nos tackles. Ele pode brigar pela vaga de SS no time titular, já que o time não tem um bom jogador para a posição. Mas deve se destacar nos times especiais.

Nota: C+

 

#224 – Beau Allen – NT – Wisconsin

Allen não é um jogador muito atlético, muito rápido ou muito grande. Ele está limitado a posição de NT e terá dificuldade de conseguir um lugar no elenco dos Eagles. A melhor chance do jogador de Wisconsin é uma vaga na equipe de treino de algum time da liga. Como foi uma escolha de 7ª rodada o time dos Eagles não tem muito o que perder mas poderia ter apostado em um jogador com maior potencial.

Nota: C-

 

Melhor UDFA – Trey Burton – TE/HB – Florida

Um bom atleta, o HB da universidade da Flórida pode ser uma arma no ataque de Chip Kelly. Burton é muito pequeno para jogar como um TE tradicional. Por isso, ele pode deve movido por todos os alinhamentos no ataque para criar uma vantagem contra a defesa. Pode ser usado em uma função parecida com outros dois TEs que vieram da universidade da Flórida (Jordan Reed e Aaron Hernandez).

 

Melhor Escolha: Marcus Smith e Ed Reynolds

Pior Escolha: Beau Allen

Nota do Draft: C

Draft Review – Baltimore Ravens

 

#17 – C J Mosley – LB – Alabama

A aposentadoria de Ray Lewis deixou um vazio na defesa dos Ravens. No draft e free agency do ano passado o time trouxe dois jogadores para a posição, Arthur Brown e Daryl Smith (que ganhou um novo contrato em 2014). Por isso, um ILB não era considerado uma grande necessidade do time. O GM Ozzie Newsome, no entanto, é conhecido por selecionar sempre o melhor jogador disponível. Portanto, a decisão de escolher C J Mosley (unanimemente considerado o melhor LB do draft) foi fácil. Um líder nato, com técnica impecável e sem qualquer problema extra campo, o LB de Alabama é uma das apostas mais seguras do draft de 2014. O único problema de Mosley é o grande número de lesões que sofreu na universidade. Ele deve ser titular no primeiro jogo da temporada e pode se tornar referência na defesa dos Ravens.

Nota: A-

 

#48 – Timmy Jernigan – DT – Florida State

Um dos jogadores mais importantes da defesa campeã da NCAA, Timmy Jernigan é uma força contra o jogo corrido. Muito forte, o DT de Florida State é difícil de ser movido na linha de scrimmage e tem facilidade de se livrar dos bloqueadores para atacar o corredor. Jernigan não oferece muito contra o passe, é relativamente lento e não tem boa técnica e movimentos de “pass rush”. Seu encaixe na defesa 3-4 é um pouco questionável pois é um pouco leve para jogar como NT e baixo e com braços curtos para jogar como DE. Ele deve contribuir na rotação do time que perdeu Arthur Jones na free agency.

Nota: B-

 

#79 – Terrence Brooks – FS – Florida State

O terceiro jogador da defesa de Florida State a ser selecionado no draft, o safety Terrence Brooks ficou muitas vezes escondido durante sua carreira na universidade. Uma ótima corrida de 40 jardas no combine fez com que ganhasse destaque no período anterior ao draft. Ele é ideal para atuar como FS e está acostumado a jogar no meio do campo como o último jogador de defesa. É bom na cobertura mas erra muitos tackles e não tem o tamanho ideal para um jogador da posição. Brooks deve brigar por uma vaga no time titular e provavelmente será o parceiro de secundária de Matt Elam nos Ravens.

Nota: B

 

#99 – Crockett Gillmore – TE – Colorado State

Crockett Gillmore era um dos poucos TEs completos do draft de 2014. O pequeno número de bons jogadores da posição disponível fez com que os TEs fossem selecionados antes do esperado. Gillmore era o principal alvo do ataque de Colorado State e é um ótimo alvo na Red Zone. Ele foi uma boa surpresa do Senior Bowl e deve disputar uma vaga no ataque do time de Baltimore. Dificilmente fará muitas recepções ou acumulará muitas jardas no seu primeiro ano na liga mas pode ter um grande impacto marcando touchdowns como TE #2 do time.

Nota: B

 

#134 – Brent Urban – DE – Virginia

Brent Urban recebeu comparações com o melhor jogador de defesa da liga. Assim como J. J. Watt é um jogador com ótimo motor que não desiste das jogadas. Tem ótima estatura e físico para jogar na NFL. Ele usa bem as mão e os longos braços para manter os bloqueadores longe de seu corpo. Urban atuou como DT na defesa 4-3 da universidade de Virginia mas sua posição ideal é de DE em uma defesa 3-4 como a de Baltimore. Ele precisa evoluir bastante seus movimentos de “pass rush” para se tornar um jogador completo. Problemas de lesão fizeram com que ficasse fora do Senior Bowl e do Combine. Precisará de um tempo para se desenvolver tecnicamente mas tem potencial para ser um dos melhores jogadores da posição na liga.

Nota: B+

 

#138 – Lorenzo Taliaferro – RB – Coastal Carolina

Taliaferro não é um jogador excepcionalmente forte ou rápido. Ele não tem velocidade em mudança de direção e pode ter problemas para conseguir jardas em situações claras de corrida. O RB de Coastal Carolina, no entanto, possui as habilidades ideais para um RB que especialista em terceiras descidas. É um exímio bloqueador, tem ótimas mãos e experiência recebendo passes. Os problemas de Ray Rice tanto dentro como fora de campo fizeram com que o time precisasse adicionar jogadores da posição como segurança. Taliaferro deve ser o RB de terceiras descidas dos Ravens e dificilmente será o titular da posição em sua carreira.

Nota: C+

 

#175 – John Urschel – OG – Penn State

Um dos jogadores mais inteligentes do draft o Guard John Urschel é considerado pelos analistas um atleta limitado. O jogador de Penn State tem boa força e um físico mediano para um atleta da NFL. Ele precisará jogar em todas as posições do interior da linha ofensiva para conseguir uma vaga nos dias de jogos. A inteligência e falta de capacidade atlética fazem com que possa ser um jogador ideal para posição de center.

Nota: Incompleto

 

#194 – Keith Wenning – QB – Ball State

O draft desse ano contava com muitos QBs famosos. Mas Keith Wenning tem potencial maior do que a maioria dos QBs selecionados no terceiro dia. O QB de Ball State é um jogador com boa experiência e porte físico. Ele precisará melhorar seu jogo de pernas e se adaptar a um ataque de estilo profissional para ter sucesso na liga. Poderá se tornar um bom reserva com capacidade para liderar o time em caso de lesão de Joe Flacco.

Nota: B+

 

#218 – Mike Campanaro – WR – Wake Forest

Um recebedor limitado ao slot, Campanaro foi muito produtivo na universidade. O WR de Wake Forest consegue achar os buracos nas zonas e tem ótimas mãos. Porém, a falta de estatura dificultará seu sucesso na NFL. Ele terá que se destacar nos times especiais e se mostrar um alvo confiável no slot, com rotas muito precisas, para poder garantir uma vaga no elenco dos Ravens.

Nota: C+

 

Melhor UDFA – James Hurst – OT – North Carolina

O jogador da universidade foi um dos poucos OT da NCAA que tiveram bons jogos contra Jadeveon Clowney. Hurst mostra boa técnica e força. Ele não é um jogador muito atlético e poderá ter problemas contra defensores mais velozes. Uma grave lesão fez com que o atleta de North Carolina não fosse selecionado no draft. Ele pode jogar como tackle ou guard e tem potencial para ser titular na NFL caso consiga se recuperar completamente da lesão.

 

Melhor Escolha: C J Mosley

Pior Escolha: Mike Campanaro

Nota do Draft: B

Draft Review – Cleveland Browns

 

# 8 – Justin Gilbert – CB – Oklahoma State

O time de Cleveland fez a primeira troca do draft de 2014 saindo da escolha #4 para #8. Com a escolha que originalmente pertencia aos Bills, os Browns selecionaram Justin Gilbert. O cornerback de Oklahoma State era o jogador da posição com melhor combinação de capacidade atlética, estatura e produção disponível. Além de ser um dos retornadores mais dinâmicos do draft. Sua ótima velocidade, 4,37 no tiro de 40 jardas, o permite acompanhar os recebedores mais rápidos da liga e se recuperar caso seja batido no início da jogada. Gilbert, no entanto, precisa trabalhar sua técnica para ceder menos recepções curtas e em zona, além de melhorar a defesa do jogo corrido e a segurança nos tackles. Ele deve contribuir já no seu primeiro ano como CB #2 e como retornador nos times especiais.

Nota: B

 

# 22 – Johnny Manziel – QB – Texas A&M

Uma das escolhas de mais destaque do draft foi a seleção do QB Johnny Manziel pelo time de Cleveland. Muitas especulações sobre como o jogador foi escolhido surgiram desde uma ajuda de um mendigo até o próprio Manziel ter “mandado” o time o selecionar. Uma franquia que desesperadamente precisava de um QB que empolgasse os torcedores certamente conseguiu com a seleção do atleta de Texas A&M. Manziel é um jogador dinâmico, muito competitivo que pode ganhar o jogo tanto com as pernas quanto com o braço. No entanto, ele não é um jogador disciplinado e muitas vezes tenta ganhar o jogo sozinho, o que pode ser um grande problema na NFL. Sua estatura abaixo do ideal e o risco de lesões com seu estilo de jogo são grandes preocupações. A suspensão de Josh Gordon faz com que Manziel tenha apenas um alvo de qualidade no ataque dos Browns, o TE Jordan Cameron. Manziel deve ser o titular já no seu primeiro ano e poderá ter dificuldades em se adaptar a liga.

Nota: C+

 

# 35 – Joel Bitonio – OT/OG – Nevada

A linha ofensiva de Cleveland precisava de uma infusão de talento para complementar o melhor LT da NFL. Na segunda rodada, o GM Ray Farmer selecionou um jogador que pode ajudar tanto como tackle quanto como guard. Joel Bitonio foi um dos jogadores que mais se destacou no processo que leva ao draft. O jogador da universidade de Nevada teve uma boa participação no combine e no Senior Bowl. Ele é um jogador sólido que deve ser titular já no seu primeiro ano no time.

Nota: B-

 

# 71 – Christian Kirksey – LB – Iowa

Depois de assinar com Karlos Dansby no período de free agency, o time dos Browns selecionou um jogador que pode ser seu novo parceiro e futuro substituto. Kirksey é um jogador com boa combinação de capacidade atlética e estatura. Ele é um linebacker de três descidas que é sólido contra a corrida e excelente contra o passe, pode cobrir TEs e RBs homem a homem. O jogador da universidade de Iowa deve ser um ótimo jogador nos times especiais e deve brigar pela vaga de ILB ao lado de Dansby na defesa de Jim O’Neil.

Nota: B+

 

# 94 – Terrance West – RB – Towson

O RB de Towson  corre com muita determinação e é difícil de ser derrubado. West dominou um nível mais baixo de competição é precisará se adaptar a NFL. Ele não é um jogador muito dinâmico e também não é muito veloz. Porém, a falta de talento na posição do time de Cleveland e sua alta seleção fazem com que seja o favorito para conseguir a vaga de titular no início da temporada. Dificilmente se tornará um dos melhores RBs da liga e pode ter problema em segurar a vaga de titular.

Nota: C+

 

# 127 – Pierre Desir – CB – Lindenwood

Um CB com bom tamanho e ótima produção em um nível mais baixo do futebol americano universitário, Desir tem potencial para ser um jogador titular nas laterais na NFL. Ele caiu no draft por um tempo ruim no tiro de 40 jardas e o fato de ter jogado em uma escola pequena. No entanto, o CB de Lindenwood tem talento para disputar vaga de titular ou até atuar como FS na liga. A falta de velocidade faz com que um esquema de zona seja o melhor para Desir. Porém, jogadores como Richard Sherman provaram que é possível ser um CB de ponta sem velocidade desde que o jogador seja muito físico e tenha um ótimo entendimento do jogo. Ele não deve atuar na defesa no seu primeiro ano na liga e se Justin Gilbert tiver sucesso, uma mudança de posição (para FS) pode ser a melhor chance para que se torne titular no futuro.

Nota: B+

 

Melhor UDFA – Isaiah Crowell – RB – Alabama State

Um dos RBs mais talentosos do draft, Crowell começou sua carreira na universidade de Georgia. Depois de um grande número de problemas extracampo foi expulso da universidade. Ele então se transferiu para Alabama State onde dominou um nível de competição mais baixo. Se Crowell conseguir ficar longe de problemas ele pode brigar pela vaga de RB #2 no time dos Browns. E com o tempo pode até disputar a vaga de titular com Terrance West.

 

Melhor Escolha: Christian Kirksey

Pior Escolha: Terrance West

Nota do Draft: B-

 

 

Draft Review – Green Bay Packers

# 21 – Ha Ha Clinton-Dix – S – Alabama

Por muitos considerado o melhor S do draft, o jogador de Alabama deve ser o novo parceiro de Morgan Burnett na secundária dos Packers. Hasean (Ha Ha) Clinton-Dix é um jogador muito agressivo que pode ajudar tanto na cobertura quanto na defesa do jogo corrido. Ele não deverá ter problemas pra garantir sua vaga no time titular dos Packers, dadas sua experiência em uma das defesas mais complexas da NCAA e seu físico bem desenvolvido.  O safety da universidade de Alabama foi muito pouco testado em cobertura homem a homem e erra tackles muitas vezes por excesso de agressividade. Clinton-Dix não é um jogador como Earl Thomas ou Eric Berry (que eram vistos como S de elite na época que foram selecionados) mas deve ser uma peça sólida em uma boa secundária.

Nota: B+

 

# 53 – Davante Adams – WR – Fresno State

Na segunda rodada, o GM Ted Thompson selecionou o substituto de James Jones, que foi para Oakland no período de free agency. Davante Adams é especialista em recepções na End Zone, onde pode utilizar seu bom tamanho e ótima impulsão para bater os defensores. Ele também tem velocidade e habilidade para, ocasionalmente, fazer recepções em bolas longas, principalmente em recepções sobre o ombro. O recebedor da universidade de Fresno State deve ter muitas chances já no seu primeiro ano, tendo em vista que o ataque de Green Bay utiliza a formação com três recebedores em grande parte das jogadas. Adams é um jogador sólido mas que dificilmente será mais do que um WR #2 em sua carreira.

Nota: B-

 

# 85 – Khyri Thornton – DT – Southern Miss

O jogador da universidade de Southern Miss tem um ótimo “soco” e pode ser alinhado tanto no meio como nas laterais da linha defensiva no esquema 3-4. Ele possui um bom tamanho e talento para se tornar um jogador de bom nível na NFL. Thornton tem problemas em se desvencilhar dos bloqueadores e precisará desenvolver movimentos de “pass rush” para ser titular na liga. O contrato de apenas um ano do NT B.J. Raji faz de o DT de Southern Miss seja o favorito para tomar sua posição em 2015. É um jogador de potencial mas que provavelmente precisará de um tempo para ter impacto em Green Bay.

Nota: C+

 

# 98 – Richard Rodgers – TE – California

O sexto jogador da posição selecionado, Rodgers deverá ser utilizado primordialmente como recebedor. O TE da universidade da Califórnia foi pouco produtivo na universidade e era alinhado principalmente no slot. Ele não é um recebedor natural, não mostra uma capacidade de encontrar buracos nas zonas ou de fazer recepções difíceis. Rodgers foi selecionado principalmente com base em seu potencial. Ele é atlético e tem bom físico. Porém, terá muita dificuldade para encontrar uma vaga como titular, mesmo em um time sem estrelas na posição. O time de Green Bay precisava de um TE para compor seu elenco com a lesão de Jermichael Finley.

Nota: C

 

# 121 – Carl Bradford – LB – Arizona State

Bradford é um jogador sem posição. Muito pequeno e desprovido de capacidade atlética para jogar como OLB ou DE, ele deve cavar um lugar como ILB na NFL. Um jogador muito esforçado em campo mas que terá que fazer uma mudança de posição para ter sucesso. O LB de Arizona State precisará contribuir nos times especiais para ter um impacto no elenco de Green Bay. Começará como reserva e pode, com tempo, se tornar um ILB titular. Dificilmente será um jogador de três descidas já que é muito limitado na cobertura.

Nota: C+

 

# 161 – Corey Linsley – C – Ohio State

A saída de Evan Dietrich-Smith deixou vazia a posição de center no time titular dos Packers. Na quinta rodada o GM Ted Thompson escolheu um jogador que poderá suprir essa necessidade. Corey Linsley é um jogador sólido que pode atuar de center ou guard. É melhor protegendo para o passe e terá dificuldade em abrir espaço para o jogo corrido na NFL. A falta de capacidade atlética o limita, portanto dificilmente será mais do que um jogador mediano.

Nota: B-

 

# 176 – Jared Abbrederis – WR – Wisconsin

O segundo de três WR que o time de Green Bay selecionaria é o mais completo deles. Abbrederis foi um jogador muito produtivo na universidade de Wisconsin. Ele corre rotas muito precisas, é um jogador muito técnico e tem boa velocidade. A falta de força é o grande problema para o jogador. Contra DBs mais físicos da NFL ele terá muita dificuldade para sair da linha de scrimmage e poderá sofrer com lesões se for muito usado em rotas no meio do campo. Abbrederis deverá disputar a vaga de WR #4 no time e poderá ser retornador de chutes nos times especiais.

Nota: B+

 

# 197 – Demetri Goodson – CB – Baylor

O cornerback de Baylor não tem uma área de destaque no seu jogo, não é um jogador muito físico ou rápido. Goodson ainda está aprendendo o jogo pois era o armador do time de basquete da universidade de Gonzaga antes de se transferir para Baylor. Ele terá dificuldade em fazer parte do elenco do time e provavelmente precisará de pelo menos um ano na equipe de treino de Green Bay.

Nota: C

 

# 236 – Jeff Janis – WR – Saginaw Valley State

O terceiro WR selecionado pelos Packers foi muito produtivo em uma divisão menor do futebol americano universitário. Janis tem uma ótima combinação de capacidade atlética e produção. A diferença do nível de jogo será um grande obstáculo para o WR de Saginaw Valley. Ele precisará contribuir nos times especiais antes que possa conseguir uma vaga, mesmo que de reserva, no ataque dos Packers.

Nota: Incompleto

 

Melhor UDFA – Adrian Hubbard – LB/DE – Alabama

O LB da universidade de Alabama é um jogador atlético e talentoso que ficou escondido na melhor defesa do futebol americano universitário. A combinação de força e capacidade atlética o fazem um reserva ideal para Julius Peppers. Ele é um dos poucos jogadores do draft que podem jogar tanto como DE quanto como OLB em uma defesa 3-4. Precisa mostrar que tem vontade de melhorar e contribuir nos times especiais para conseguir uma vaga no elenco de Green Bay.

 

Melhor Escolha: Ha Ha Clinton-Dix

Pior Escolha: Richard Rodgers

Nota do Draft: B-

Draft Review – Detroit Lions

 

#10 – Eric Ebron – TE – North Carolina

Depois de um período de free agency no qual os Lions contrataram Golden Tate para ser o WR #2 do time e trouxeram de volta o TE Brandon Pettigrew, o GM Martin Mayhew resolveu usar sua primeira escolha para dar mais uma arma para Matt Stafford. Ebron, o TE mais atlético do draft, tem velocidade para bater CB e S em rotas longas e ocasionalmente faz recepções espectaculares. No entanto, ele não oferece muito como bloqueador e tem sérios problemas com “drops”. Selecionar um TE no Top 10 já é uma decisão questionável. Mas selecionar um TE no Top 10 quando não é uma necessidade clara e ainda um jogador com problemas é uma decisão ainda mais preocupante. Os Lions esperam que Ebron seja um dos melhores jogadores da posição na NFL. Se isso acontecer será muito difícil parar um ataque que já conta com o melhor WR da liga.

Nota: C+

 

#40 – Kyle Van Noy – LB – BYU

A segunda escolha de Detroit foi um antigo companheiro de Ziggy Ansah na BYU. O linebacker Kyle Van Noy era um dos melhores e mais versáteis jogadores da posição do draft de 2014. Um defensor completo que pode ficar em campo nas três descidas, Van Noy tem habilidade para defender a corrida, cobrir TEs e ir atrás do QB. Ele é um bom atleta e tem físico suficiente para jogar na NFL, em alto nível, já no seu primeiro ano. Deverá brigar por uma vaga no time titular e no mínimo será o 4º LB, contribuindo nos times especiais.

Nota: A

 

#76 – Travis Swanson – C – Arkansas

A escolha de terceira rodada dos Lions não deverá entrar em campo no seu primeiro ano na liga. Mas Swanson deve ser o center do futuro em uma das melhores e mais jovens linhas ofensivas da NFL. Ele é um jogador muito experiente que não deverá ter dificuldades na transição para NFL. O contrato de um ano assinado por Dominic Raiola, de 35 anos, praticamente garante que o center selecionado na terceira rodada será o titular no ano que vem. Um jogador sólido que supre uma necessidade futura selecionado na altura certa do draft.

Nota: B-

 

#133 – Nevin Lawson – CB – Utah State

Um dos piores grupos de CB da liga ganha um reforço com o CB de Utah State. Lawson que se destacou no Senior Bowl é melhor no slot onde seu tamanho não será uma desvantagem tão grande. No entanto, o uso de TEs de recepção nos dias de hoje será um grande problema para o CB. Medindo apenas 1,75m ele terá dificuldade em cobrir os maiores e mais atléticos TEs da NFL. Selecionar apenas um CB e na quarta rodada é uma estratégia muito questionável do GM dos Lions. Se a linha defensiva de Detroit não botar muita pressão nos QBs adversários, a secundária do time deve ser destruída pelos times com melhores WRs como Green Bay e Chicago.

Nota: C

 

#136 – Larry Webster – DE – Bloomsburg e #158 – Caraun Reid – DT – Princeton

Na quarta e quinta rodadas, o time de Detroit escolheu dois jogadores de linha defensiva com muito potencial e pouca produção que vieram de escolas pouco tradicionais no futebol americano. Larry Webster é um dos DEs mais atléticos do draft mas também é um dos mais crus. Alguns times estavam pensando em mudar sua posição para TE. O jogador da universidade de Bloomsburg ainda precisará de pelo menos dois anos para ter um impacto no time. Caraun Reid vem de uma das melhores universidades acadêmicas dos Estados Unidos. Ele se destacou na Ivy League e jogou muito bem no Senior Bowl. Mas precisa melhorar sua técnica e tem dificuldade de identificar jogadas.

Nota: C+ e Nota: B+

 

#189 – T J Jones – WR – Notre Dame

Um ótimo alvo em terceiras descidas, o WR de Notre Dame pode substituir o papel do veterano Nate Burleson nos Lions. Jones é melhor no slot onde sua rotas precisas e coragem de receber a bola no tráfego serão mais importantes. Ele não é um WR muito grande nem muito rápido. Por isso, no máximo será um WR #3 e contribuirá nos times especiais.

Nota: B-

 

#229 – Nate Freese – K – Boston College

A última escolha do time no draft foi o kicker de Boston College. Freese deverá competir com o veterano Giorgio Tavecchio e será o favorito para ganhar a vaga de titular.

Nota: Incompleto

 

Melhor UDFA – OT – Cornelius Lucas – Kansas State

O gigante tackle de Kansas State é um jogador interessante que deverá disputar um lugar no elenco do time. O atleta de 2,04m era o maior jogador de linha ofensiva disponível nesse draft. Ele precisa refinar sua técnica mas a vantagem física pode ser um grande diferencial na NFL.

 

Melhor Escolha: Kyle Van Noy

Pior Escolha: Nevin Lawson

Nota do Draft: B-